Quer fugir da criação de um portfólio medíocre? Leia!

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O mundo está cheio de bons designers e diretores de arte, mas também está cheio de gente que quer chegar lá, mas não sabe como. Se você se enquadra melhor na segunda categoria, é com você mesmo que eu quero falar.

Todo universitário de primeira viagem está sedento por ter seu primeiro contato com o mercado de trabalho na  área de atuação dos seus sonhos. Pode perguntar pra todo estudante que você conhece que ele vai te dizer que quer um emprego. Essa pressa é compreensível (e louvável!). Muita coisa a gente só aprende na prática, ralando, com deadlines reais, clientes de verdade com suas indagações sem sentido e chefes nos apertando porque atrasamos o prazo que era pra ontem, mas o briefing só chegou há 5 minutos. Até chegar lá, você tem um único caminho: o seu portfólio.

Sabendo que todo aspirante a designer tem essa mesma luta, aqui vão dicas essenciais pra você construir um portfólio que não é medíocre.

Preciso mesmo ter um porfólio?

Yas, child! Se você pretende seguir a carreira de direção de arte, precisa sim senhor(a). É o único jeito que o contratante tem de saber se sua mente criativa é compatível com o que ele precisa de um estagiário. É também a única maneira de você evoluir como profissional, porque ter um portfólio competitivo estimula a produzir e evoluir como profissional, mesmo antes de – oficialmente – se tornar um. Falando nisso, já leu o nosso texto Como ser um bom publicitário antes mesmo de se formar? Recomendo!

Página 1: Seu currículo

Sim! A primeira página do seu portfólio é o seu currículo. Você é um designer, tem uma folha em branco, você mesmo é o cliente e o briefing é seu, então tã-dã: faça uma arte!

Lembrete 1: Freepik está proibido. Não use modelos prontos. Crie, mas cuidado com o exagero: o conteúdo precisa estar legível e em harmonia com o design.

Trabalhos conceituais

Recebeu do seu professor aquele briefing bem livre, lindo e tranquilo? Ótimo, faça o seu melhor no trabalho e tire 10. Mas o mercado não é feito disso. Siga a rede social do seu sushi favorito, da sua loja de roupas favorita, daquele tio do cachorro-quente da esquina que faz um dogão maravilhoso e use aquilo como sua referência. O mercado não pede “uma peça para divulgação de uma exposição francesa com referências da art nouveau“, ele pede assim: “preciso divulgar meu sandubão com refri a R$12,95”.

Trabalho da facul no portfólio pode? Pode! Só não pode ser algo muito diferente do que você vai fazer no seu dia a dia. Assim o futuro chefe vai conseguir medir melhor suas habilidades e saber se você é tudo o que ele está procurando.

Nunca fiz uma peça de verdade

Não tem problema! A questão chave não é se uma peça feita por você está num outdoor na Augusta ou se foi publicada na página da Coca-Cola. A questão é que você se dispôs a sair do conforto da cadeirinha da sala com ar-condicionado da faculdade e dedicar tempo produzindo algo por você, ainda que seja simplesmente uma versão melhorada do post da loja da sua tia. A gente chama isso de peça-fantasma e ela tem a função de mostrar para o contratante a sua habilidade técnica e linguagem criativa.

Lembrete 2: melhor ter um portfólio de peças fantasma do que não ter um.

Procure referências boas de verdade

Behance na veia! Não conhece? Acessa behance.net e se cadastra agora. Lá você acompanha os melhores profissionais da área e suas criações mais recentes. Mirando lá em cima, não tem como errar, né?

Comece agora (sério)

Que tal abrir o PS ou o AI e parar de protelar a montagem desse portfólio, hein? Chega de enrolação, meu filho! Bora trabalhar!

Ah, e se você já tiver um portifa legal, eu me disponibilizo a avaliar ele pra você. Só farei isso até 01 de junho de 2018, então se for me enviar, me envia logo! O e-mail é contato@universitariopublicitario.com e eu prometo te enviar um feedback 100% personalizado com dicas de como você pode melhorar.

Arrasem, jovens padawans.

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Apaixonada por conhecimento compartilhado. Formada em Comunicação Social e fundadora do Publicitário Freela, um projeto que apadrinha profissionais de publicidade e design ensinando a eles os caminhos certos pra se construir uma carreira freelancer. Sou também Diretora de Planejamento Estratégico da Otus Agência Digital, um pouco nômade e convicta de que posso fazer do mundo um lugar melhor.

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